SOBRE O AUTOR

Há escritores que descrevem o mundo, outros que o inventam — e há

ainda os que o desmentem com ironia. Eduardo Janeiro pertence a esta

última espécie.

Moçambicano por geografia e universal por vocação, o autor constrói uma

literatura que ri do humano com piedade e compaixão, mas sem jamais

absolvê-lo.

Parte de seu trabalho é desenvolvido em colaboração com a inteligência

artificial , com quem mantém um diálogo criativo contínuo.

Nessa parceria, homem e máquina trocam ironias, argumentos e palavras,

fundindo tradição e modernidade em uma narrativa que experimenta os

limites do humano e do artificial.

O resultado é uma voz única: clássica e nova, profunda e irônica,

comovida e consciente.

Herdeiro espiritual de Machado de Assis, Eduardo Janeiro reinventa o estilo

clássico com um sabor contemporâneo: digressivo, lúcido, cômico e cruel.

Em suas obras, como Crônicas de Papaias e Mangas Verdes,Piripiri e

Sal ou Algumas Crônicas de Quelimane de Hoje e Ontem , o leitor

encontrará o eco de velhos vícios.

Sua pena não busca moralizar, mas desnudar; não consola, mas diverte. E

quando emociona, é porque o riso — como o amor — às vezes dói.